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sábado, 24 de novembro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
terça-feira, 2 de outubro de 2012
sábado, 29 de setembro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Raízes
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Hoje resolvi vestir uma camisa por cima da outra...*Esta publicação foi removida devido ao texto estar sendo integrado ao livro de estreia do autor, intitulado Flores do Ócio, e que será lançado em breve pela Giostri Editora. Mais informações: alexandre.eells@gmail.com
Agradeço muito a visita e o carinho dedicado.
Alexandre Pedro
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Alexandre Pedro
sábado, 14 de julho de 2012
Carne Viva
Vou transitando, como um quase vivo, por sobre uma corda que vai ficando pra trás, e, vou dando voltas na vida como se ela fosse um ausente meu, sem pensar que a vida é a própria corda, e o trás (passado) é meu próprio pescoço e vou sufocando o inapropriado momento do ego meu. Fixo-me a entender para onde seguem os degraus das escadas rolantes, que correm como rios, mas que me negam ver suas curvas. São passos rasos, degraus que me frustram por tanta determinação. Quisera, eu, ter o dom das escadas rolantes e seguir com tamanha determinação pra lugar nenhum. Viver é habitar um corpo oco, vazio, e que, anseia a solidão dos frigoríficos febris de carnes frias.
Alexandre Pedro
Arte: Franc Fernandes
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Dois tragos
Agradeço muito a visita e o carinho dedicado.
Alexandre Pedro Pedro
sábado, 30 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Com o discernimento novamente virgem, todo o meu tédio pude ver de um corpo estranho. Não era meu aquele corpo mergulhado numa tigela de tédio borbulhante. A calmaria da paisagem opaca do quadro pendurado na parede de um amarelo envelhecido era o cenário de mim, personagem do livro que estava em minhas mãos, aberto, próximo de minhas narinas. Aproximei ainda mais na tentativa de separar o cheiro do livro dos cheiros das palavras; e mais ainda, a separar o cheiro de cada palavra para ver se diferiam. Percebi então, que, as páginas amareladas pelo tempo ainda guardavam o cheiro contido de cada palavra. As palavras eram perfumadas de acordo com a sua adjetivação; palavras a ser conjugadas tinham o mesmo cheiro indefinido; enquanto, as adjetivais eram sempre as mais intensas; umas cheiravam imensamente bem, outras, quase insuportáveis.
Cada palavra era um artigo em minhas mãos, e tive medo. Meus olhos, de tão próximos, começaram a me sugerir uma leve sensação de desconforto; como se as palavras a mim tomassem, ou me embebedassem. A vista toda embaraçada.
Aquela mistura de cheiros, de repente, percebendo o parecer da minha hesitação, se revolta contra mim e me expele em espirros irritantes, e me vejo segurando o livro velho, absurdamente molhado por um personagem que saíra de mim.
No marcador de páginas constava escrito em sinuosa caligrafia os desejos de mamãe: um dia você vai ser um Dr. de Livros, meu filho.
Alexandre Pedro - Doutor de Livros
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Temo eu, nesse instante percebido com clareza, a beleza de todas as coisas me perceberem junto delas e se revoltarem numa tempestade. A única saída é chover de mansinho sob o guarda chuva, como quem pede perdão com as duas mãos, numa reza de menino.
Alexandre Pedro
terça-feira, 19 de junho de 2012
Eu vi, para além do meu corpo, meu corpo esfaquear o corpo de meu pai. Era noite escura com reflexos da lua no aço da faca. Nas mãos, havia a cegueira das lâminas; nos olhos, a claridade dos discernimentos. Afiei a faca na fresta da porta a ver se o outro lado me via. E nada viram. Só me a mim; a visão das tensões de meu pai a me olhar com olhos vivos de frustrações de sua vida fracassada; como me a pedir o sossego. De tão cruel seria a piedade que, antes, acordei. Não fui capaz de desvirginar o fio da faca novamente. Como disse Maria Bethânia, 'foi tudo um sonho. Graças a Deus, um sonho e nada mais; eu vou parar de ler jornais'."
Alexandre Pedro
domingo, 17 de junho de 2012
Aspirinas
A carne pede corpo.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
O relógio passa viciosamente do outro lado da rua.
Ouço seus passos a tiquetaquear lentamente pelas paredes
daqui.
Vou perdendo a lucidez; macerando-me os pensamentos, mortificando-me no
vácuo do vazio do silêncio.
Vou ganhando horas e perdendo o tempo. Envelhecendo aos
cacos, esfarpelando-me o corpo.
A cabeça a confrontar meu corpo que só me faz
fazer um desespero. Assim, leve, tenro e diminuto.
De minuto em minutos a vida vai gotejando.
Pra onde vai a vida que esvai?
Não sei; definitivamente, não sei!
Meus poros vão se fechando, afunilando-me em estreita
fidelidade ao corpo.
Meu corpo já não me é fiel; briga comigo todos os dias, e
me atrofia num cansaço do tédio de não estar cansado.
Minha expressão me é tão natural que tenho a cara de quem
sente nojo.
É imensamente difícil ver aproximar os quarenta se já não
somos jovens, nem idosos. Há uma fenda no tempo; um dormir profundo em sonhos
perturbadores que nos deixam inseguros; deslocados da realidade dos anos
contados. É um perder-se constante entre tantos, de idades múltiplas, que nos
não deixam dormir.
Corro, contra tudo em mim, a buscar resquícios de razão
no superlativo dos meus resíduos e desconserto.
Meu escape é uma brochura de
desassossego. Pessoa o fez pra mim.
Alexandre Pedro
sábado, 14 de abril de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012
A pedra me filosofava
domingo, 1 de abril de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012
Despertar

segunda-feira, 19 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012

pela pele dela.
Agradeço muito a visita e o carinho dedicado.
terça-feira, 13 de março de 2012
Status Quo ou, Meias Verdades

O status de uma pessoa, que não o meu, me assusta e, pode-se pensar de mim, uma timidez, mas em verdade, a timidez é apenas uma cápsula à qual, inconscientemente, me visto para ser visto pelo outro. Não pense de mim, um ser retraído, moribundo; ao contrário, pense na fobia que sua presença me causa. Não está em mim algum defeito; o seu enigmático mundo é o que me frustra; e você, inconscientemente, não consegue perceber seu trono. Me posto à sua frente, mas você me olha de cima. Não cabe a mim, ou a você, fazer-te mudar. Nem tenho, com este, a intenção; quero, antes, que se aperceba. Quando a sociedade se houver percebida teremos um mundo um tanto menos desigual. O que você tem de bens materiais nem você os percebe pois, se os percebesse conversaria com eles. Conviva com tua casa, tua família, teus livros, advém deles a sabedoria e simplicidade de que precisa. Não pense haver sensibilidade naquilo que não lhe é sensível pois, se o fosse, seu corpo se romperia às esquinas. Habite meu mundo e saberá do que falo. Conviva comigo, e sobreviva a mim. Então, lhe perguntarei qual é o seu status. Não tenho, com isso, a pretensiosa ideia que minhas palavras o farão pensar, quero, antes, que às sinta; cada palavra. Assim como me visto em uma cápsula pra me esconder da sua face imponente, me satisfaria se me desnudasse.
Alexandre Pedro
domingo, 4 de março de 2012
sujeito e predicado

quinta-feira, 1 de março de 2012
há sempre em mim

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Amantes
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Agradeço muito a visita e o carinho dedicado.
Alexandre Pedro
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012

sábado, 28 de janeiro de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Prólogo para um monólogo

domingo, 22 de janeiro de 2012
Bondage
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Uns tragos

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Um lápso e algumas palavras dessacralizadas

Um lápso e algumas palavras
O relógio havia parado.
Percebi o som do seu último tiquetaquear, ainda em falso, suspenso no ar.
Então, o silêncio tornou-se ensurdecedor.
Das janelas, via-se a cidade invertida. Era como se crustáceos olhassem em espelhos
de areia.
Eis que sinto, na garganta, pegadas de algum inseto repugnante a mordiscar, com
sabor, minha jugular.
Hemorrágicamente começo a nadar no tapete do quarto, e percebo lesmas embaixo da cama. Aquele amontoado de línguas a se mover numa suruba lânguida e libidinosa. Sinto-me
atraído como se fossem sereias lascivas.
Tento fugir, procuro por aquilo de que sempre fugi, a Bíblia.
Esta se desfaz em minhas mãos como lembranças de uma primavera distante.
Me arrasto ao telefone pra pedir socorro, e nas minhas mãos tenho cartilagens de
orelhas que emitem sons de ondas quebrando na encosta.
Corro até a janela, e de dentro vejo valagumes orientando um sol apagado, perdido na
órbita.
Meus olhos lacrimejam um sorriso sem dentes.
Um vento traz uma placa letrada de motel e pendura-a no cume da igreja.
Um padre cacareja palavras demoníacas.
Um certo alívio me conforta, e me derruba ao chão, do trigésimo terceiro andar.
Meu crânio estilhaça no chão frio de mármore e meu cérebro emite suas últimas
cenas, como num espetáculo final, com suruba de línguas-lesmas numa catedral derretida pelo deus sol.
A brasa do cigarro queima-me o dedo, e em susto, derrubo a xícara de café que mancha
minhas palavras sagradas.
Das páginas de meus rabiscos, um padre letrado persigna os fieis sobre um pênis avolumado.
Então, o relógio volta a tiquetaquear.
Alexandre Pedro
sábado, 24 de dezembro de 2011
Estória de uma prima: Vera

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Bebi de tuas palavras,
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Homenagem ao poeta MANOEL DE BARROS, que completa hoje, 95 anos.

Distancias somavam a gente para menos.
Nossa morada estava tão perto do abandono que dava até para a gente pegar nele.
Eu conversava bobagens profundas com os sapos, com as águas e com as árvores.
Meu avô abastecia a solidão.
A natureza avançava nas minhas palavras tipo assim:
O dia está frondoso em borboletas.
No amanhecer o sol pôs glorias no meu olho.
O cinzento da tarde me empobrece. e o rio encosta as margens na minha voz.
Essa fusão com a natureza tirava de mim a liberdade de pensar.
Eu queria que as garças me sonhassem.
Eu queria que as palavras me gorjeassem.
Então, comecei a fazer desenhos verbais de imagens.
Me dei bem.
Perdoem-me os leitores esta entrada mas vou copiar de mim alguns desenhos verbais que fiz para este livro.
Acho-os como os impossíveis verossímeis de nosso mestre Aristóteles.
Dou quatro exemplos:
1) É nos loucos que grassam luarais;
2)Eu queria crescer passarinho;
3) Sapo é um pedaço de chão que pula;
4) Poesia é a infância da língua.
Sei que meus desenhos verbais nada significam.
Nada.
Mas se o nada desaparecer a poesia acaba.
Eu sei. Sobre o nada eu tenho profundidades.
Manoel de Barros
Texto extraído da abertura do livro: Poesia Completa - Manoel de Barros, 2010
domingo, 4 de dezembro de 2011

Vão entre becos

Agradeço à visita e ao carinho. Alexandre Pedro
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