Algumas vezes ela tenta vir. Vem vindo, vem vindo...
Nem sempre me toca.
Um dia, acredito, ela me toma por todo. E eu, vencido, me acalentarei no seu confortável marasmo.
Minuciosamente me fala aos ouvidos. Palavras de um eu que não é meu.
Ela fita-me os olhos, profundamente me venda. E eu, às cegas, tateio um quase suave sonho.
Acordo, e me busco. Me encontro mas, me ofusco no silêncio envolvente que...que me encrespa às paredes. Do quarto. Do meu estômago.
Uma quase maravilha me arrebata de um quase acordar, e volto a dormir. Então sonho.
Sonho de criança perdida chutando pedrinhas sem perceber estar perdida. Sem ao menos imaginar que outros a procuram.
Nuvens são como algodão doces. E, como!
Como por encanto.
Alexandre Pedro
23/08/2011