
Santa Ceia
Apreciavam no prato o pedaço da morte.
Degustavam a alma sangrenta ausente no corpo.
Lambiam os lábios molhados de sangue.
Cheiravam o frescor da carniça.
Doze abutres famintos
para o dom de um Bastardo, pousavam.
Mantos vermelhos revelavam a traição, o pecado.
O sangue de lama negra das nações dos alienados,
escorria do vaso sagrado posto à mesa,
em formato vaginal.
In memoriam de Maria,
em alma
ausente.
Alexandre Pedro
Véio, vc conseguiu unir uma linguagem desbocada à tiradas inteligentes, e, ainda assim, politicamente corretas. Texto legal, gostei! ^^
ResponderExcluirGrande Alexandre. Muito obrigado pelas palavras e a visita ao meu blog.
ResponderExcluirEsta sua Santa Ceia, de santa não tem nada heim...(risos). Ficou excelente. Parabéns.
Dê uma passada pelos outros endereços quando tiver um tempo:
http://eusourebecavon.blogspot.com
http://sejaoleitor.blogspot.com
http://ojardimdeleticia.blogspot.com
E em breve: http://culturamasp.blogspot.com
Abraço, Alexandre. Nos falamos...
Obrigado, pela visita, amigos!
ResponderExcluirNossa vc uniu palavras pesadas num tema totalmente pouco utilizado em poemas, mas ficou muito show.. parabéns! sinistro, mas show!
ResponderExcluirObrigado, Michelle!
ResponderExcluirQuis passar a imagem de quem vê a obra; de fora da "cena"...
Que bom que gostou! É um poema que fiquei com medo de postar....mas, particularmente, gosto muito!
Bjs
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