
ama me à marra
amarra me e ama
me ama,
me amarra
amar, amar
e amarrar
desamar, desarmar, desamarrar,
amar amarrado ao Amor desamarrado,
desamor.
amor, amora,
amor a qualquer hora,
amarrado, enamorado
ou seja como flor.
Alexandre Pedro
***Este poema tem seus DIREITOS AUTORAIS registrados na Biblioteca Nacional. Reprodução somente possível com pré autorização do autor, Alexandre N. Pedro.
http://www.bn.br/portal/index.jsp?plugin=FbnBuscaEDA&radio=CpfCnpj&codPer=15918944842
Alexandre, sempre que passo por aqui fico com uma ponta de inveja de seu dom para jogar com as palavras. Adorei a foto do post, bem como o poema. Gostei sobretudo do modo como uma coisa pode se converter no seu contrário, movimento puro. Um abraço!
ResponderExcluirLuigi, mais uma vez obrigado pelo carinho!
ResponderExcluirExatamente, Luigi...
"amar amarrado ao Amor desamarrado,
desamor" - Ação e reação.
Amar uma pessoa que não o ama por igual, gera o Desamor.
Forte abraço, e sempre, Obrigado!
Adoroooo...
ResponderExcluiresse jogo que você faz com as palavras...
Amor...Amar...Amarrado...Marra...
são os erres que me encantam...
são os sentidos das palavras...
que mudam...
que alternam esse jogo...
beijos
Leca
Leca, meu Anjo!
ResponderExcluirVc é uma das pessoas que vê as palavras, assim, como eu.
Também adoro essa mutação das palavras...os "erres", "esses" e as vez a não palavra. Tudo isso me encantam e me fazem cantar a magia de estar encantado.
Vc é linda! Te adoro!
Estranho amor que amarra, na marra...
ResponderExcluirLindo embaralhar de palavras, de sentimentos... poesia pura.
parabéns
Ual, que rápido!
ResponderExcluirEstou viajando no seu Blog...me apaixonei pelo poema "Segredos"...Tô me deliciando lá neste momento..rs
abraço, e obrigado por partilhar sua poesia, e também pela visita!
Eu ainda vou conseguir sacar essa sua linha de reciocínio pra escrever essas paradas. Embora eu não concorde com a ideia implícita contida no texto de que o amor é bloqueante/torturante/limitador/debilitante, não tem como dizer que não está muito bom e bem escrito.
ResponderExcluirContinue assim que vc consegue um contrato com alguma editora de renome... ^^
Forte abraço!!
Hahahahha, fui obrigado rir (quanto ao lance da editora)...
ResponderExcluirEntão, Cara. No texto, quis passar a ideia do Amor que urge naqueles que urgem ser amados.
"amar amarrado ao Amor desamarrado,
desamor"
Aqui está a fórmula, ação e reação...Alguém que ama amarrado à alguém que não ama com a mesma intensidade, gera o Desamor.
Também gosto muito de ter vc por aqui.
Abraço, valeu a visita e comentário!
Caro Poeta, curti muito aqui, poesia em movimentAÇÃO. vc mora em Carapicuíba? então, és meu vizinho, pois, moro em Barueri.
ResponderExcluirObrigado pelo comentário e visita no blog.
um abrax!
Alê,
ResponderExcluirEu me amarro em você! Mas não me desamarre, que eu amo este nó!
amo!!!!!!!!!!!!
Minha eterna menina Professora,
ResponderExcluirQuando já angustiado, penso em desistir, penso em você, e nao vou deixar ser em vão o que você fez por mim, por nós...
Eu amo, e você é, e será meu eterno motivo pelo meus estudos.
Você me fez acreditar,e me faz sempre. E eu te amo tanto quando esse nó, assim cego, assim como o Amor...
Obrigado pela presença aqui; e aqui na realidade em que estamos.
Grande beijo, menina!
Junior,
ResponderExcluirQue bom que gostou dos meus escritos!
Acredito que estamos construindo uma grande amizade, e quem sabe alguns projetos futuros. Gostei muito do que já descobri em você.
Forte Abraço!
E quem disse que há limites para os trocadilhos com o amor...
ResponderExcluirAfinal a palavra é universal pra qualquer rima...
amor!
Oi, Nathi!
ResponderExcluir"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos",disse Drummond.
Que bom tê-la por aqui,
Obrigado!
Bjs
Monge, aí vai uma resposta ilustrativa para que possa, ao menos, tentar chegar perto de entender meu raciocínio, uma vez que disse não compreender, nem concordar com minhas ideias...Leia se puder!
ResponderExcluirE não me leve a mal...
Procura da Poesia
Carlos Drummond de Andrade
Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro
são indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.
O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.
Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.
Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
Abraço,
Alexandre
Ola Alexandre
ResponderExcluirAdorei seus poemas
um nó que segura tudo
o cais ao navio
e o navio no cais
amores e desamores
nos nós da vida
.................................
ah! e se for fazer poemas
que os faça
mesmo que sejam versos perdidos
mas versos são sempre versos
Até Alan
Alan, que ótimo ter você por aqui. Obrigado pela participação!
ResponderExcluirFiquei muito contente pelo seu comentário tão pertinente.
Estou indo, agora, conhecer teu Blog.
Conto com você por aqui...
Abraço, e obrigado mesmo!
Abraço