
Me vejo refletido na areia,
Sou sol.
Vem a chuva,
Sou assombro.
Na areia jaz minha imagem,
Sou onda.
Em águas rasas,
desesperado me encontro
às margens.
A onda se foi pra imensidão
deixando apenas grãos de areia.
Levando consigo tudo e nada,
deixando partículas de alguém
que em vida
fui.
Alexandre Pedro
***Este poema tem seus DIREITOS AUTORAIS registrados na Biblioteca Nacional. Reprodução somente possível com pré autorização do autor, Alexandre N. Pedro.
http://www.bn.br/portal/index.jsp?plugin=FbnBuscaEDA&radio=CpfCnpj&codPer=15918944842
Sempre se superando como poeta. Cada poema, uma nova surpresa. Deste gostei em especial do ritmo, o modo como cada verso ia sendo quebrado, reproduzindo muito bem o fluxo da vida, o sentindo do efêmero, da fugacidade. Adoro ler você. Parabéns!!!!
ResponderExcluirOba, Luigi...nem havia escolhido,definitivamente, a foto, e vc já estava comentando...hehe...vc é ótimo! Obrigado!!!
ResponderExcluirOI,muito interessante seu blog, to passando aki pq vi vc é seguidora do blog do meu amigo, Mailson, e por isso quero convidar vc para dá uma olhada no meu blog http://otaviomsilva.blogspot.com/
ResponderExcluirdesde Já agradeço, Forte abraço
PS; Sigo de volta
Olá, Otávio!
ResponderExcluirObrigado pela participação e visita. Fique à vontade!
Vou ver seu Blog sim, valeu pelo contato.
Abraço
Blog mt bom ALê! Bjs
ResponderExcluirAlexandre,
ResponderExcluirembora tenhamos trânsito como alma, há sempre um corpo como limite, um sinal vermelho que não apaga, uma rua que não vai, só fica no meio sem ser ao certo.
Poetar é doer de tudo isso; pegar a contramão do dia, acenar para abismos.
Lindo texto; em som, em imagem, em possibilidades infinitas de nos levar.
Voltarei.
Abraço.
Ricardo Fabião
Olá, Ricardo! Muita satisfação em tê-lo por aqui. Seu comentário me deixou encabulado, porém orgulhoso. Acho que gostaria de ser interpretado exatamente dessa forma. Você desenhou meu texto, ilustrou, e como que, me apresentou ao meu próprio texto.
ResponderExcluirEspero ter você por aqui mais vezes.
Forte abraço!
Jacque,
ResponderExcluir...mais uma vez, obrigado!
valeu a força,
bjao
...Aleee...
ResponderExcluirsomos todos transitivos...né...?
passamos...
onda vai e onda vem...
e somos levados...
e nos deixamos levar...
Beijos
Leca
Leca, meu Anjo, obrigado!
ResponderExcluirSomos isso...
Somos assim...
..o verdadeiro sons das ondas...e só!
bjao!
eis que sou nada
ResponderExcluire o universo inteiro
e tudo isso cabe em mim
aquele que fala e escuta
escuta ...
as ondas que bate na praia
praias de minha vida
e o cais e as ondas
num eterno enamorar-se
Até Alan
Alan, seus comentários completam meus poemas..acho isso maravilhoso!!!
ResponderExcluirSuas palavras me lembram Drummond, que é meu maior poeta.
Abraço