
"A luz do sol invade o escuro das paredes, quebra os vidros das janelas, atravessa o silêncio das cortinas, e toca, com seus cílios, as pálpebras da minha existência cansada.
O som insuportável da sua presença me dilacera a alma que, de um sonho distante busca meu corpo, num galope rasante, me alcançar disperso.
E, antes que eu possa abrir meus olhos, ouço meu coração galopando sobre o meu peito. Parece ele, desesperado, a confundir seus passos com a alma que retorna de um sonho tranquilo. Suspiro um último instante de um não ser eu; e se o for, já não reconheço; e roubo seu sopro de vida pra confortar o meu."
Alexandre Pedro
bonito e intenso, Alexandre!
ResponderExcluiro acordar é sempre uma queda, tanto mais densa quanto mais aprendemos a voar...
beijo pra ti
Andrea, que honra ter vc aqui! Obrigado pelo carinho! bjs
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